UM RASGAR DO CORAÇÃO OU CULTURA DO ARREPENDIMENTO?               “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus” Joel 2.13 

 

 

Rev. Nelson França

 

 

Um aspecto cultural referente ao povo de Deus era o rasgar das vestes como sinal de grande angústia, lamento, arrependimento, indignação, notícias catastróficas e etc. Quando, por exemplo, Davi recebeu a notícia de que Abner, com quem havia feito uma aliança, fora morto por Joabe, disse a todo o povo: “Rasgai as vossas vestes...” (2Sm 3.31). Ao ouvir as ameaças do rei da Assíria contra Jerusalém, o rei Ezequias rasgou as suas vestes (2Rs 19.1). Nos dias do profeta Joel, o povo passava por dificuldades terríveis, sem alimento, os campos estavam secos, os celeiros vazios, não havia pastos para as manadas, as árvores frutíferas estavam secas e um exército poderoso vinha contra ele. A condição dos hebreus, devido às adversidades que enfrentava, era dramática, sob todos os aspectos. Certamente, devido a todas as lutas que enfrentavam, as manifestações de lamentos, tristeza e desespero se faziam presentes, dentre elas, por certo, uma das que eram mais comuns: o “rasgar das vestes”. Com esta atitude, entre outras coisas, o povo procurava comover o coração de Deus; expressar humilhação, carência, pobreza. É interessante notar, que Deus não somente compreendia, mas aceitava essa linguagem cultural. Contudo, aquilo que deveria ser uma expressão real de humilhação, por vezes não passava de expressão cultural; isto é, vazia, sem sentimento sincero de humildade ou arrependimento. Creio que por vezes também agimos assim. Afinal, conhecemos as expressões, quer por palavras, gestos ou olhar, que denotam tristeza, lamento ou arrependimento. Com os homens, isto pode, e até muitas vezes funciona. Mas, com Deus, não dá certo. O que é fantástico, é que apesar de todo pecado e “manha” de seu povo, Deus queria atendê-lo; mudar a sua sorte, reverdecer o deserto, tornar as árvores produtivas, encher as eiras de trigo, fazer transbordar de vinho e azeite os lagares e até restituir o que perderam. Mas havia uma condição cf. Jl 2.12-13: a. que houvesse conversão a Deus, de todo o coração, com jejuns, choro e pranto; b. que rasgassem, não as vestes, mas, o coração. Creio que por vezes, diante das adversidades, em nosso lamento a Deus, só temos rasgado as vestes. Nem sempre há conversão ou mudanças, sinceras. O que fazemos é manifestar a “cultura do arrependimento”, mas, não um genuíno rasgar do coração. Mas, continuo afirmando: O que é fantástico; e isto é fantástico mesmo, é que, apesar das mazelas do seu povo, Deus declara através do profeta Joel que: “ele é tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal.” “Jl 2.13. Que estímulo maior para buscar a Deus, pode haver, para nós, pecadores?

 

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          

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